Em 20 de julho de 1969, a missão Apollo 11 marcou um momento histórico ao levar Neil Armstrong e Buzz Aldrin à superfície da Lua. Pela primeira vez, seres humanos caminharam em um corpo celeste diferente da Terra, fincando a bandeira dos Estados Unidos no solo lunar. Esse feito simbolizou o avanço tecnológico da humanidade e despertou reflexões sobre o lugar do ser humano no universo e a possibilidade de outras formas de vida terem realizado feitos semelhantes no passado.
A partir dessa conquista, surgiu o questionamento sobre se a humanidade teria sido realmente a primeira espécie capaz de viajar entre mundos. Considerando a vastidão do universo e sua longa história, alguns teóricos defendem que civilizações avançadas podem ter existido antes da nossa. É nesse contexto que surge a chamada teoria dos antigos astronautas, segundo a qual a Terra teria sido visitada por seres extraterrestres muito antes do início da história registrada.
Segundo essa teoria, visitantes de outros planetas teriam vindo à Terra com objetivos específicos, como explorar recursos naturais. Um exemplo usado como comparação é a própria Lua, que durante muito tempo foi considerada um local sem valor, mas que mais tarde revelou conter hélio-3, um elemento com grande potencial energético. Essa descoberta reforçou a ideia de que corpos celestes aparentemente estéreis podem esconder riquezas estratégicas.
Os defensores dessa hipótese sugerem que civilizações extraterrestres poderiam ter feito com a Terra o mesmo que os humanos planejam fazer com outros planetas: extrair recursos por meio de tecnologia avançada. Nesse raciocínio, a ausência de provas claras seria explicada pela enorme distância temporal desses eventos. Para sustentar essa visão, muitos recorrem às antigas civilizações humanas, especialmente à suméria.
Os sumérios, que viveram entre os rios Tigre e Eufrates entre 3500 e 1900 a.C., foram responsáveis por importantes avanços, como a criação das primeiras cidades organizadas, sistemas de esgoto, técnicas agrícolas e a escrita cuneiforme. Escavações arqueológicas revelaram milhares de tábuas de argila com registros que apresentam semelhanças com narrativas bíblicas, como o dilúvio e a criação do homem.
Em 1976, o autor Zecharia Sitchin reinterpretou esses textos e afirmou que eles descrevem seres extraterrestres chamados Anunnaki, que teriam vindo à Terra para extrair ouro. Segundo Sitchin, esse metal seria essencial para a sobrevivência do planeta de origem desses seres, devido às suas propriedades tecnológicas, como condução elétrica, resistência à corrosão e capacidade de refletir radiação térmica.
Ainda de acordo com essa interpretação, os Anunnaki teriam criado os seres humanos por meio de manipulação genética, usando o Homo erectus como base para produzir trabalhadores destinados à mineração. Essa narrativa associaria figuras como Adão e Eva aos primeiros humanos geneticamente modificados, estabelecendo paralelos linguísticos e simbólicos entre textos sumérios e a tradição bíblica.
Por fim, defensores da teoria apontam antigas minas de ouro na África, algumas com mais de 100 mil anos, como possíveis evidências de atividades de mineração anteriores à capacidade conhecida dos humanos. Para eles, lendas africanas sobre visitantes das estrelas reforçariam essa hipótese. Embora rejeitada pela ciência tradicional, a teoria dos antigos astronautas continua despertando debates e curiosidade sobre as origens da humanidade e seu possível contato com civilizações extraterrestres no passado.


