Em 7 de setembro de 1967, na cidade de Alamosa, no Colorado, o desaparecimento de um cavalo chamado Snippy deu origem a um dos casos mais conhecidos de mutilação animal. O corpo do animal foi encontrado com cortes precisos, semelhantes aos de uma cirurgia, sem sinais de luta ou grande perda de sangue. Órgãos como o coração e o cérebro haviam sido removidos, e um forte odor de substâncias químicas foi identificado, o que aumentou o mistério em torno do ocorrido.
Após esse episódio, milhares de casos semelhantes passaram a ser relatados em várias partes do mundo, principalmente a partir da década de 1970. Fazendeiros encontravam animais que estavam saudáveis no dia anterior e que, repentinamente, apareciam mortos, com mutilações específicas e incomuns. Essas ocorrências passaram a ser investigadas dentro do campo da ufologia, por apresentarem características difíceis de explicar apenas por causas naturais.
A pesquisadora Linda Moulton Howe dedicou décadas ao estudo desses casos e documentou centenas de ocorrências com padrões semelhantes. Segundo seus relatos, as mutilações não se encaixavam em ataques de predadores, doenças ou ações humanas conhecidas. Autoridades locais, em alguns casos, chegaram a admitir não possuir explicações convencionais para os fatos.
Entre as hipóteses levantadas por investigadores e teóricos, está a possibilidade de experimentos realizados por inteligências não humanas. As teorias variam desde a coleta de material genético até estudos sobre organismos vertebrados. Um dos conceitos mais citados é o de uma “colheita genética”, cujo objetivo e destino permanecem desconhecidos.
Para alguns estudiosos, a origem dessa prática poderia estar ligada a experiências descritas em civilizações antigas. Textos e representações do Egito Antigo mencionam seres híbridos, formados pela combinação de características humanas e animais, atribuídos à ação de deuses. Pinturas e relevos mostram figuras que sugerem processos de transformação ou fusão entre espécies.
Relatos semelhantes também aparecem na antiga Suméria, considerada uma das civilizações mais antigas da humanidade. Seus escritos falam dos Anunnaki, seres que teriam descido do céu e interagido com os humanos. A dúvida que permanece é se essas descrições representam apenas símbolos religiosos ou registros de eventos reais interpretados à luz da cultura da época.
Um dos achados mais intrigantes associados a essas narrativas ocorreu em Saqqara, no Egito, onde foram encontrados sarcófagos contendo ossos esmagados de diferentes espécies misturados em uma substância escura. Esses achados levaram alguns pesquisadores a sugerir que tais restos poderiam estar ligados a seres considerados perigosos ou proibidos, que precisariam ser destruídos e selados.
Embora a ciência tradicional trate essas ideias como mitos ou construções simbólicas, o avanço da genética moderna reacende o debate. Hoje, a humanidade já domina técnicas de clonagem e modificação genética, o que leva alguns a questionar se conhecimentos semelhantes poderiam ter existido no passado. Dessa forma, o mistério das mutilações, dos híbridos e das antigas narrativas continua alimentando discussões sobre a possível presença de inteligências não humanas na história da Terra.


