Segundo o livro do Gênesis, as cidades de Sodoma e Gomorra teriam sido destruídas por ordem divina devido à corrupção de seus habitantes. Apenas Ló e sua família foram advertidos a fugir, com a condição de não olharem para trás. Durante a fuga, a esposa de Ló desobedeceu à ordem e, ao contemplar a destruição, foi transformada em uma estátua de sal. Alguns intérpretes modernos comparam essa advertência à orientação dada em testes nucleares, nos quais observar diretamente uma explosão pode ser fatal.
A partir dessa comparação, surgem interpretações alternativas que sugerem que a narrativa bíblica poderia descrever um evento físico extremo, como uma explosão de grande poder. Defensores da chamada teoria dos antigos astronautas afirmam que tanto a Bíblia quanto textos antigos, como o Mahabharata indiano, registrariam acontecimentos reais, reinterpretados ao longo do tempo como ações divinas ou sobrenaturais.
Essa mesma abordagem é aplicada à história do Dilúvio e da Arca de Noé. No início dos anos 2000, o arqueólogo submarino Robert Ballard descobriu estruturas submersas no Mar Negro que indicariam antigas habitações humanas. Estudos sugerem que uma grande inundação teria ocorrido há cerca de 8 mil anos, quando águas do Mediterrâneo invadiram a região, submergindo extensas áreas povoadas. Para alguns pesquisadores, esse evento poderia ter inspirado o relato bíblico do Dilúvio.
A narrativa do Gênesis afirma que Deus decidiu destruir a humanidade devido à sua corrupção, preservando apenas Noé, sua família e os animais levados na arca. No entanto, textos antigos descobertos nos Manuscritos do Mar Morto apresentam versões complementares dessa história. Um desses documentos, conhecido como Pergaminho de Lameque, descreve o nascimento de Noé como um evento incomum, atribuído à intervenção dos chamados “Vigilantes” ou “Guardiões do Céu”.
Segundo essa tradição, Noé teria sido concebido de forma extraordinária e escolhido por pertencer a uma linhagem considerada pura. Para os defensores da teoria dos antigos astronautas, essa descrição poderia representar uma intervenção genética realizada por seres tecnologicamente avançados, com o objetivo de preservar ou reiniciar a humanidade após uma grande catástrofe.
Outro ponto questionado é a própria Arca de Noé. Muitos estudiosos consideram inviável a ideia de reunir fisicamente todos os animais do planeta em uma única embarcação. Como alternativa, alguns teóricos sugerem que a arca não seria um barco de madeira, mas sim uma tecnologia avançada destinada à preservação da vida, semelhante a um banco de DNA.
Essa hipótese encontra paralelos no mundo moderno. Em 2008, foi inaugurado no Ártico o Cofre Global de Sementes de Svalbard, criado para preservar material genético vegetal em caso de catástrofes globais. Projetos como o Frozen Ark, que armazena DNA de espécies ameaçadas, demonstram que a preservação genética é uma prática científica viável.
Diante dessas comparações, alguns pesquisadores defendem que os relatos bíblicos podem ser interpretações simbólicas de eventos reais e tecnologias incompreendidas por civilizações antigas. Embora essas ideias sejam rejeitadas pela ciência tradicional, elas continuam a alimentar debates sobre a origem da humanidade e a possível influência de agentes externos em sua história.


