A vida na Terra sempre apresentou uma enorme diversidade, ocupando desde os oceanos mais profundos até as regiões mais elevadas do planeta. No entanto, a variedade atual representa apenas uma pequena parte de todas as espécies que já existiram. Estimativas científicas indicam que cerca de 97% das formas de vida que surgiram ao longo da história do planeta foram extintas, resultado de processos naturais ocorridos ao longo de milhões de anos.
A ciência reconhece pelo menos seis grandes extinções em massa, sendo a mais conhecida aquela que ocorreu há cerca de 65 milhões de anos e levou ao desaparecimento dos dinossauros. Essas extinções costumam ser explicadas por eventos naturais, como impactos de meteoros, mudanças climáticas extremas e variações no nível do mar. No entanto, teorias alternativas sugerem que algumas dessas catástrofes poderiam ter sido provocadas artificialmente por inteligências extraterrestres.
Segundo essa visão, seres avançados teriam dominado tecnologias capazes de interferir no clima e no equilíbrio ambiental do planeta, provocando dilúvios, eras glaciais ou outros desastres globais. O objetivo dessas ações seria eliminar espécies dominantes e abrir espaço para formas de vida mais adequadas a seus interesses, incluindo, possivelmente, a introdução ou modificação da espécie humana.
Defensores dessa hipótese apontam mitos antigos que narram a chegada de deuses vindos do céu, capazes de interagir fisicamente com os humanos. Em diversas culturas, esses seres teriam se unido a mulheres terrenas, gerando descendentes híbridos. Tais relatos aparecem em tradições sumérias, hebraicas, gregas e também no folclore de povos indígenas da América do Norte, onde esses visitantes são conhecidos como o “povo das estrelas”.
Nas tradições indígenas americanas, por exemplo, há histórias de mulheres que se tornam esposas de seres celestiais e dão à luz crianças que pertencem tanto à Terra quanto ao céu. Narrativas semelhantes aparecem em textos antigos associados à tradição bíblica, especialmente em escritos que ficaram fora da Bíblia oficial, conhecidos como apócrifos, nos quais seres chamados “observadores” descem à Terra e se relacionam com humanos.
Esses relatos levantam questionamentos sobre a natureza desses seres, frequentemente interpretados como anjos ou deuses. Para alguns teóricos, essas figuras seriam, na verdade, visitantes extraterrestres mal compreendidos pelas sociedades antigas, que não possuíam referências científicas para explicar tecnologias avançadas ou formas de vida não humanas.
Outro tema recorrente nos mitos antigos é o de grandes cataclismos globais, como dilúvios e destruições em larga escala. Histórias semelhantes à do dilúvio bíblico aparecem em várias civilizações, sugerindo eventos traumáticos que marcaram profundamente a memória coletiva da humanidade. Essas narrativas costumam estar associadas à ideia de punição, renovação ou reinício da civilização.
Por fim, civilizações como a maia demonstraram um conhecimento astronômico altamente avançado, expresso em calendários precisos e complexos. O fim de um grande ciclo do calendário maia, em 2012, gerou debates sobre possíveis mudanças globais e sobre a origem desse conhecimento. Para alguns, a atenção que os povos antigos davam aos astros pode indicar a influência de visitantes extraterrestres, que teriam transmitido informações sobre ciclos cósmicos e deixado instrumentos para orientar a humanidade ao longo do tempo.


