DNA inativo pode guardar pistas de origem extraterrestre



Ao longo de milhares de anos, a humanidade tem tentado representar os seres que acreditava vir dos céus. Em muitas dessas representações antigas, as criaturas possuem características semelhantes às humanas: dois braços, duas pernas, dedos e cabeça. Essa semelhança é explicada pela chamada simetria bilateral, uma característica biológica que define organismos cujos lados direito e esquerdo são praticamente iguais. Esse tipo de estrutura corporal surgiu muito cedo na evolução dos animais e trouxe diversas vantagens evolutivas, como equilíbrio e agilidade.



A simetria bilateral permitiu o desenvolvimento da cabeça e, consequentemente, do cérebro, impulsionando o avanço dos vertebrados. Ter dois olhos voltados para a frente, por exemplo, proporciona uma visão de profundidade que favorece os predadores, enquanto animais com olhos laterais têm um campo visual mais amplo, ideal para detectar ameaças. Essas vantagens mostram que a forma humana é resultado de milhões de anos de adaptação e eficiência biológica.

Diante disso, surge uma questão intrigante: se os alienígenas realmente se parecem com os seres humanos, será que há também uma semelhança genética? Em 2003, o Projeto Genoma Humano revelou que o corpo humano é formado por cerca de 25 mil genes, distribuídos em mais de três bilhões de componentes hereditários. Esse avanço permitiu aos cientistas mapear toda a estrutura genética humana, abrindo novas possibilidades para a medicina e o estudo da origem da vida.



Três anos depois, pesquisadores da Universidade da Califórnia identificaram uma região do DNA exclusiva dos seres humanos. Esse gene parece estar diretamente ligado ao desenvolvimento do cérebro e é considerado um dos fatores que nos diferencia dos outros animais. No entanto, permanece a dúvida sobre sua origem: ele teria surgido naturalmente ou vindo de fora da Terra?

O cientista britânico Francis Crick, um dos descobridores da estrutura do DNA, acreditava que a complexidade dessa molécula não poderia ter surgido por acaso. Ele defendia a ideia de que a vida na Terra poderia ter sido semeada de propósito, uma hipótese conhecida como panspermia dirigida, que sugere que seres inteligentes teriam trazido o DNA até o planeta.



Dentro dessa perspectiva, a questão não seria se os extraterrestres se parecem com os humanos, mas se os humanos é que se parecem com os extraterrestres. A teoria dos astronautas antigos propõe que, há milênios, seres de outros mundos teriam alterado geneticamente os primatas da Terra, dando origem à espécie humana moderna. Essa hipótese, embora controversa, encontra eco em algumas interpretações de mitos e tradições antigas que descrevem “deuses” vindos dos céus para criar ou modificar a humanidade.

Os cientistas sabem hoje que compreendemos apenas cerca de 5% do DNA humano. O restante, muitas vezes chamado de “DNA lixo”, é formado por partes do código genético cuja função ainda é desconhecida. Alguns acreditam que esse material pode conter vestígios de informações antigas, talvez relacionadas à nossa evolução ou até a possíveis intervenções externas. Assim como o apêndice, que já teve uma função no passado, esse “DNA inativo” pode ser a chave para compreender mistérios sobre nossa origem.



Há pesquisadores que especulam que o DNA possa conter mensagens codificadas, deixadas propositalmente por civilizações avançadas. De fato, o DNA é um dos meios de armazenamento mais eficientes já descobertos, capaz de registrar todo o conhecimento de uma civilização. Se isso for verdade, a prova de que extraterrestres visitaram a Terra pode estar dentro de nós mesmos.